PLANTAS DO CERRADO BRASILEIRO COMO POSSÍVEIS AGENTES MOLUSCICIDAS

Talita Scaramussa Gualandi Gardioli, Bruno Américo Américo, Mariana Drummond Costa Ignacchiti, Olavo dos Santos Pereira Junior

Resumo


O bioma Cerrado é caracterizado como a savana mais diversificada do mundo, encerrado certa de um terço da biodiversidade brasileira. Neste estudo utilizamos as espécies vegetais típicas desse bioma, Davilla elliptica, Davilla nítida com o intuito de obtenção de extratos hidroalcoólicos para testes contra moluscos de espécie Lymnaea columella, hospedeiros intermediários do parasito Fasciola hepática, causador da fasciolose. Esta parasitose é uma enfermidade com elevada importância na área da medicina veterinária devido as grandes perdas econômicas que causa. Dentre os vários métodos utilizados, objetivando reduzir o número de casos da doença, o controle das populações de moluscos do gênero Lymnaea pode ser medida promissora. Além disso, a busca por moluscicidas de origem vegetal vem aumentando, uma vez que a utilização do moluscicida sintético niclosamida (N-(2'-cloro-4'nitrofenil) - 5 clorosalicilanilida), a única substância recomendada para combater moluscos vetores de doenças tem gerado preocupação em relação a fatores como toxicidade para outras espécies, devido à sua baixa seletividade, podendo acarretar sérios problemas de ordem ambiental. Assim, este estudo teve por finalidade analisar a eficiência de extratos hidroalcoólicos das plantas D. elliptica, D. nitida, como possíveis agentes moluscicidas para a espécie L. columella. Os extratos hidroalcoólicos de D elliptica e D. nitida apresentaram atividade moluscicida contra a espécie L. columella, sendo que D. elliptica apresentou resultados mais promissores, desencadeando efeitos tanto moluscicidas como e ovicidas, o que sugere que este extrato pode ser utilizado, em testes de campo, como alternativa para o controle desta parasitose.   


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.